
Paisagens que convidam ao silêncio, à presença e à reconexão com a natureza interior.


Um espaço sem tempo onde o olhar desacelera e a respiração encontra ritmo.
A pintura de Moises Miranda investiga a paisagem como espaço de transição entre o visível e o invisível. Suas obras não se propõem a representar a natureza como registro fiel, mas como campo simbólico e sensível, onde memória, espiritualidade e experiência interior se manifestam por meio da cor, da luz e da atmosfera.
O artista trabalha a paisagem como um lugar de suspensão do tempo. Montanhas, florestas, clareiras e horizontes surgem menos como cenários geográficos e mais como estados de contemplação, evocando um silêncio que convida à introspecção. A matéria pictórica é construída por camadas que revelam um processo lento e meditativo, no qual o gesto e a cor atuam como veículos de percepção ampliada.Sua prática dialoga com tradições da pintura de paisagem romântica e simbolista, ao mesmo tempo em que se aproxima de investigações contemporâneas sobre espiritualidade, ecologia e experiência sensorial. A luz desempenha papel central, não apenas como elemento compositivo, mas como força narrativa, sugerindo revelação, transcendência e passagem.Ao propor paisagens espiritualizadas, Moises Miranda busca criar imagens que não se esgotam na observação imediata, mas que operam como espaços de permanência e escuta. Suas pinturas convidam o espectador a desacelerar o olhar e a reconhecer, na paisagem, um espelho do mundo interior e da dimensão sagrada da experiência humana.
